3 de outubro de 2014

Estrelas-do-mar

Pertencentes ao filo Echinodermata, as estrelas-do-mar são de modo geral adoradas por todos nós pela sua forma característica e peculiar. Possuem um esqueleto de placas de carbonato de cálcio sob a pele. Sendo habitantes do fundos dos mares,  recifes e costas.

Existem cerca de 1500 espécies de estrelas-do-mar. Fiquem a conhecer algumas das mais emblemáticas espécies de estrela-do-mar.

1 - Estrela-de-sete-braços

A grande maioria de estrelas-do-mar possuem apenas 5 braços, mas a estrela-de-sete-braços (Luidia ciliaris) como o próprio nome indica possui 7 braços, podendo muito raramente ter 8, O corpo e os braços tem uma textura aveludada e são entre o vermelho-tijolo e o castanho-alaranjado. À volta dos braços possui uma banda de espinhos brancos e rijos, que ajudam a enterrar-se nos sedimentos atrás das presas. Possui um diâmetro até 60 cm e a sua distribuição são águas temperadas do nordeste do Atlântico e Mediterrâneo. 

2 - Estrela-mosaico

Com um padrão de cores vivas, a estrela-mosaico (Plectaster decanus) avisa os predadores que contém substâncias tóxicas. E um facto curioso é que no caso de segurar numa estrela destas com as mãos nuas, elas entorpecem. Com um diâmetro até 16 cm e com distribuição nas águas temperadas do sul da Austrália. Alimenta-se sobretudo de esponjas, que podem ser a fonte das suas toxinas. 

3 - Estrela-coroa-de-espinho

A estrela-coroa-de-espinhos (Acanthaster planci) é uma estrela que pode ter até 50 cm de diâmetro, sendo por vezes considerada uma praga, desbastando extensas áreas de corais na Grande Barreira de Colar da Austrália e nos recifes do Oeste do Pacífico. Chega a ter cerca de 20 braços e é toda coberta de espinhos longos. É ligeiramente venenosa, podendo provocar feridas dolorosas se se pegar nelas com as mãos nuas. A sua distribuição é em águas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico.

4 - Estrela-ícone

A estrela-ícone (Iconaster longimanus) possui um padrão muito minucioso e trabalhado, com braços longos e finos e um disco plano. Estudos afirmam que esta estrela cresce muito lentamente e que os indivíduos maiores poderão viver tanto tempo como o ser humano. Com um diâmetro de até 12 cm e com uma distribuição nas águas tropicais do oceano Índico e do oeste do Pacífico. 

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Fonte: HOUSTON, R., Grande enciclopédia Oceano, Civilização, Porto, 2006.

23 de setembro de 2014

Pangolim

Tal como o urso-formigueiro ou a preguiça, este animal um tanto invulgar faz parte do grupo dos mamíferos desdentados. Está coberto de escamas, tal como o tatue adopta uma forma enrolada, semelhante à do ouriço-cacheiro, quando ameaçado. Quando sobe a uma árvore, quase poderíamos confundi-lo com uma pinha! A suas escamas calosas são feitas do mesmo material que os pelos, estando estas dispostas sobre o pangolim da mesma maneira que as telhas sobre um telhado. 
Alimenta-se de formigas e térmitas, sendo esta tarefa facilitada pelo seu comprido focinho pontiagudo e pela sua língua comprida e pegajosa. Vive em casal e é activo sobretudo durante a noite, passando o dia a dormir enrolado na sua toca, cuja entrada tapa com terra para não ser incomodado.
Vive em zonas tropicais da Ásia e da África, havendo sete espécies diferentes de pangolim que vão desde o pangolim-gigante ao pangolim-chinês. Infelizmente é caçado e utilizado como especialidade gastronômica pelas populações das zonas onde habita e as suas escamas são traficadas para serem utilizadas como afrodisíaco. E por isso este animal encontra-se em vias de extinção. 
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Fonte: WARNAU. G., Ao encontro dos animais, Girassol, Rio de Mouro, 2002

21 de setembro de 2014

Bico-de-tamanco

O Bico-de-tamanco (Balaeniceps rex) é uma ave com um bico muito característica, grosso, grande, largo e comprido. É considerado uma das aves africanas mais espectaculares, mas também uma das mais discretas. E é considerada espectacular não só pelo seu bico peculiar como também pela cor das suas plumagens, azul-malva. 
Habita única e exclusivamente nos grandes pântanos de papiro da África Oriental e Austral. É capaz de se manter imóvel durante horas, escondido entre os altos caules dos papiros ou na vegetação flutuante, à espera que uma presa passe ao alcance do seu grande bico. E por causa desta caracteristica é uma ave muito pouco conhecida, pensado-se apenas que não gosta muito de voar, apesar de ser capaz de voar bem alto e percorrer longas distâncias em voo. 
Esta ave constrói um ninho enorme, podendo atingir cerca de 1m de altura, sobre plantas flutuantes.
Está considerado como "vulnerável" na lista vermelha das espécies ameaçadas, mas não se sabe ao certo quantos indivíduos existem desta espécie.
Fonte: WETTER, B., Animais a proteger, Girassol, Sintra.
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