9 de outubro de 2014

Camaleões

Os camaleões pertencem à  à família Chamaeleonidae, uma das mais conhecidas famílias de lagartos. Existem cerca de 80 espécies de camaleões, que se extenden desde a África a té ao sul do Saara, estando também presentes em Portugal. Estes repteis distinguem-se dos restantes lagartos pela capacidade de mudarem de cor e por os seus olhos se poderem mover independentemente um do outro.

Fiquem a conhecer algumas das muitas espécies de camaleões!

1 - Camaleão-pantera

O camaleão-pantera (Furcifer pardalis), em especial o macho, é dos camaleões mais coloridos, apresentando uma espantosa série de tonalidades, incluindo verde, vermelho-tijolo, turquesa ou combinações destas cores. A sua distribuição é na Ilha Reunião, Madagáscar (Leste e Norte) e vive em habitats de vegetação rasteira, pouco arborizados, e captura insectos ou outros animais pequenos projectando a sua língua adesiva que pode ser maior que o resto do corpo. Tem um comprimento entre 40-52 cm. 

2 - Camaleão-pigmeu do Natal

Os camaleões-pigmeu do Natal (Bradypodion thamnobates), como o próprio nome indica, são camaleões muito pequenos medindo cerca de 15-19 cm de comprimento, Restringem-se praticamente ao Sul da África, onde frequentam florestas e matos. Diferente dos outros camaleões, este em vez de por ovos dá à luz as crias completamente desenvolvidas, ou seja, é vivíparo. Os macho, regra geral, é mais colorido que as fêmeas. A sua alimentação é à base de insectos que captura com a sua longa língua adesiva. 

3 - Camaleão de Jackson

O camaleão de Jackson (Chamaeleo jacksonii) é um camaleão com uma aparência fora do normal. Os machos possuem três cornos na cabeça virados para a frente e em tempos foram muito apreciados como animais de companhia. A sua cor habitual é o verde, mas os indivíduos que vivem nas florestas montanhosas da África Oriental são maioreis e mais coloridos do que aqueles que habitam nas zonas mais baixas. Para alem da mudança de cor que lhe oferece uma excelente camuflagem, caso seja ameaçado, dilata o corpo e silva. Possui um comprimento de cerca de 20-30 cm. 

4 - Camaleão-pigmeu-ocidental

Um dos camaleões mais pequenos do mundo, o camaleão-pigmeu-ocidental (Rhampholeon spectrum), mede cerca de 7-10 cm de comprimento e vive em florestas de chuva, perfeitamente camuflado pela sua cor e forma de folha. Possui uma capacidade de mudar de cor muito limitada e caça entre a manta morta e em ramos baixos, passando a noite escondido em arbustos.

5 - Camaleão de Parson

Pouco mais pequeno que o camaleão-gigante, o camaleão de parson (Calumma parsonii) mede cerca de 50-60 cm de comprimento, sendo um animal muito robusto e corpulento. A sua cor é geralmente esverdeada, mas pode ser também azulado. O macho é mais colorido, com um casco maior no cimo da cabeça e um corno achatado e verrugoso ao contrário da fêmea. Vive quase sempre nas árvores e caso se sinta ameaçado, dilata o corpo, silva ou morde e pode-se tornar mais colorido para afugentar os inimigos. 

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Fonte: WARNAU. G., Ao encontro dos animais, Girassol, Rio de Mouro, 2002

3 de outubro de 2014

Estrelas-do-mar

Pertencentes ao filo Echinodermata, as estrelas-do-mar são de modo geral adoradas por todos nós pela sua forma característica e peculiar. Possuem um esqueleto de placas de carbonato de cálcio sob a pele. Sendo habitantes do fundos dos mares,  recifes e costas.

Existem cerca de 1500 espécies de estrelas-do-mar. Fiquem a conhecer algumas das mais emblemáticas espécies de estrela-do-mar.

1 - Estrela-de-sete-braços

A grande maioria de estrelas-do-mar possuem apenas 5 braços, mas a estrela-de-sete-braços (Luidia ciliaris) como o próprio nome indica possui 7 braços, podendo muito raramente ter 8, O corpo e os braços tem uma textura aveludada e são entre o vermelho-tijolo e o castanho-alaranjado. À volta dos braços possui uma banda de espinhos brancos e rijos, que ajudam a enterrar-se nos sedimentos atrás das presas. Possui um diâmetro até 60 cm e a sua distribuição são águas temperadas do nordeste do Atlântico e Mediterrâneo. 

2 - Estrela-mosaico

Com um padrão de cores vivas, a estrela-mosaico (Plectaster decanus) avisa os predadores que contém substâncias tóxicas. E um facto curioso é que no caso de segurar numa estrela destas com as mãos nuas, elas entorpecem. Com um diâmetro até 16 cm e com distribuição nas águas temperadas do sul da Austrália. Alimenta-se sobretudo de esponjas, que podem ser a fonte das suas toxinas. 

3 - Estrela-coroa-de-espinho

A estrela-coroa-de-espinhos (Acanthaster planci) é uma estrela que pode ter até 50 cm de diâmetro, sendo por vezes considerada uma praga, desbastando extensas áreas de corais na Grande Barreira de Colar da Austrália e nos recifes do Oeste do Pacífico. Chega a ter cerca de 20 braços e é toda coberta de espinhos longos. É ligeiramente venenosa, podendo provocar feridas dolorosas se se pegar nelas com as mãos nuas. A sua distribuição é em águas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico.

4 - Estrela-ícone

A estrela-ícone (Iconaster longimanus) possui um padrão muito minucioso e trabalhado, com braços longos e finos e um disco plano. Estudos afirmam que esta estrela cresce muito lentamente e que os indivíduos maiores poderão viver tanto tempo como o ser humano. Com um diâmetro de até 12 cm e com uma distribuição nas águas tropicais do oceano Índico e do oeste do Pacífico. 

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Fonte: HOUSTON, R., Grande enciclopédia Oceano, Civilização, Porto, 2006.

23 de setembro de 2014

Pangolim

Tal como o urso-formigueiro ou a preguiça, este animal um tanto invulgar faz parte do grupo dos mamíferos desdentados. Está coberto de escamas, tal como o tatue adopta uma forma enrolada, semelhante à do ouriço-cacheiro, quando ameaçado. Quando sobe a uma árvore, quase poderíamos confundi-lo com uma pinha! A suas escamas calosas são feitas do mesmo material que os pelos, estando estas dispostas sobre o pangolim da mesma maneira que as telhas sobre um telhado. 
Alimenta-se de formigas e térmitas, sendo esta tarefa facilitada pelo seu comprido focinho pontiagudo e pela sua língua comprida e pegajosa. Vive em casal e é activo sobretudo durante a noite, passando o dia a dormir enrolado na sua toca, cuja entrada tapa com terra para não ser incomodado.
Vive em zonas tropicais da Ásia e da África, havendo sete espécies diferentes de pangolim que vão desde o pangolim-gigante ao pangolim-chinês. Infelizmente é caçado e utilizado como especialidade gastronômica pelas populações das zonas onde habita e as suas escamas são traficadas para serem utilizadas como afrodisíaco. E por isso este animal encontra-se em vias de extinção. 
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Fonte: WARNAU. G., Ao encontro dos animais, Girassol, Rio de Mouro, 2002